Monday, January 12, 2009

CT Brasserie - Troigos despojado e charmoso

O Rio de Janeiro estava precisando de uma novidade como a que eu experimentei nesse final de semana. Depois de um tempo meio que esquecido pelos moradores da Zona Sul, dados os tiroteios na Rocinha, o Fashion Mall parece estar disposto a ocupar o lugar que teve no começo da década. Neste final de semana fui conhecer a CT Brasserie, um empreendimento do mais carioca dos franceses Claude Troigos, chef de uma linhagem espetacular no sul da França, que está a três gerações com 3 estrelas Michellin no restaurante em Roane. A CT é um projeto bem executado nessa área “nova” do shopping, que é aberto e nos tira a sensação de espera no ar condicionado dos seus concorrentes.

A decoração é típica de projetos que imitam as brasseries francesas, vidros com detalhes, chão de azulejos pequenos, com alguns detalhes, mesas pequenas e cadeiras levemente desconfortáveis. Na parte de fora – mas não tão fora pois está dentro de um shopping – há uma agradável varanda, já dentro temos uma ambiente simpático com pé direito elevado e uma bela vista para a floresta, do lado oposto da Lagoa- Barra. Ao fundo podemos ver o forno de pizza e parte da cozinha.

O menu é um pouco confuso, inclui grelhados, peixes entradas e pizzas o que me deixou um pouco nervoso se ele conseguiria executar todos bem, não provei as pizzas mas depois dessa experiência vou querer voltar para provar. Para começar pedimos um Mule Meuniere, que esteva delicioso, com um molho aveludado e fresco, com os mexilhões saborosos frescos, depois molhar o pão sequinho naquele molho foi um sonho. Além disso, o couvert que era uma pizza branca, pães, um queijo de cabra no azeite e uma manteiga salgadinha e cremosa, deliciosa.

Para meu prato principal pedi um steak tartare da Tia Madeleine, que estava impecável, a carnet era cortada na posta da faca e não moída e podia sentir os pequenos pedaços de cebola e do ovo, além disso, o sabor levemente amargo das ervas que temperam esse prato. Não tenho certeza que a receita do Claude Troigos leva o molho inglês (Worcestershire), que tem um gosto mais marcante que a leveza dessa receita. Os meus companheiros de mesa pediram um pede com costela de cordeiro que estava com uma aparência ótima e foi muito elogiado e uma salada de frango e maçãs, com a cara do Rio de Janeiro.

Não resistimos e pedimos sobremesas também eu fiquei com um mil folhas de morango e chantilly fresco, que tinha 3 camadas de um biscoito intercalados com uma camada abundante desse creme airado e leve, que contrastavam bem com as texturas dos morangos e do biscoito. Mas o destaque sem dúvida ficou com os ovos nevados com as amêndoas crocantes, que ficavam em cima dessa nuvem branca de sabor suave, sob uma calda leve de baunilha (acho que chamam isso de molho inglês também, pelo menos minha avó chama!) . A combinação de texturas e sabores era incrível o doce da calda e da cobertura das amêndoas era balanceado pelos ovos nevados, assim como as texturas balanceavam entre leveza, cremosidade e crocância.

O serviço era bem intencionado mas levemente desatencioso, e necessitava que nós chamássemos a atenção deles durante todo o almoço. Além disso, o Forno de pizza que fica quase que no meio do salão acaba esquentando muito o ambiente das mesas próximas, imagino que se aumentarem o ar condicionado as mesas mais distantes vão ficar muito frias e a comida iria acabar perdendo. Tirando isso, o almoço foi muito agradável e a comida entregou a sua proposta, comida do Claude Troigos com preços e ambiente mais acessíveis.

CT Brasserie
Fashion Mall – 3º Piso.
São Conrado
Tel – 21 -
3322-1440

3***
$$$

Saturday, January 10, 2009

Parigi - Clássico, bom e caro.

São Paulo é uma cidade com tantas opções de restaurantes que as vezes você não sabe nem por onde começar, mas todos que comem em São Paulo com freqüência sabem que existem duas categorias: restuarantes para serem pagos na física e os da jurídica. Esta semana eu voltei em um clássico da segunda categoria o Parigi, mais uma experiência gastronômica típica da famílias Fasano.

O Parigi fica na movimentada Rua Amuri que tem uma coleção de restaurantes que faria inveja a qualquer cidade de médio porte. Em uma esquina com um ambiente escuro, cortinas brancas que deixam passar um pouco da luz externa e móveis pesados e escuros, fazendo uma releitura mais chic de uma brasserie. O serviço como em todos os empreendimentos da família é praticamente impecável.

O couvert que chega a mesa rapidamente é simples e delicioso uma bruschetta de tomates vermelhos suculentos e levemente doces e manjericão, sob uma torrada no ponto de crocância, que estala na sua boca contrastando com o tomate. Além disso, queijos cremes e um pão italiano que é trocado discretamente quando ele começa a ficar frio. Para entrada eu fiquei com uma salada verde e tomates, simples, com um vinagret que um toque distante do amargo do vinagre, e folhas jovens que evitam aquele talo do alface muito duro e impossível de dobrar.

Para o prato princicipal dessa vez eu optei pela pescada amarela com um molho de tomates e alcaparras que estava fresco cozido no ponto quase perfeito. O molho era uma combinação da leveza e doçura dos tomates com o gosto marcante das alcaparras, o incrível é que o resultado final não era forte de mais.

Mas o prato que eu mais gosto é a costela de vileta milanesa a lá Fasano, esta vem ainda levente presa no osso, mas já em forma de um paillard, levemente empanado, ao contrário do milanesa normal que cobre a carne toda com uma capa de milanesa, lá é uma cobertura mais leve e menos gordurosa mais ainda sequinha, a carne da vitela é leitosa e macia. Para acompanhar um risoto de açafrão, como esperado cozinhado na perfeição, cremoso mas com o gosto marcante e agudo do açafrão ao fundo, que contrasta com a melosidade da carne de forma espetacular.

Não como sobremesas na jurídica, não sei porque, mas quase que parece uma tradição em almoços de trabalho. Mas os biscoitnhos do café são tão bons que acho que as sobremesas devem ser boas. O único “problema” é o preço, que somente empresas podem pagar, acabam afastando a maioria das pessoas desse delícia clássica.

Parigi
Rua Amauri, 275
São Paulo - SP, 01448-000, Brazil
Tel - 11 3167-1575 

3***
$$$$

Friday, January 09, 2009

Top 5 coisas mais irritantes em refeições e restaurantes

Tenho pensado muito sobre as coisas que mais me irritam em restaurantes ou refeições e resolvi fugir um pouco do escopo do blog e falar minha TOP 5 coisas mais irritantes, não são em ordem nenhuma.

  • Copos de sucos no café da manhã em hotéis – Muito pequenos, porquê?
  • Menus com mais de 20 opções que vc tem uma página só de tipos de filé.
  • Uma descrição toda em francês de um prato (menos na França é claro!) (também sei que isso é uma ignorância minha, mas me irrita)
  • Garçons dizendo que a comida que vc espera a 40 minutos já está vindo, antes mesmo de perguntar na cozinha quando é claramente mentira.
  • Descobrir uma sobremesa incrível depois de ter comido de mais no prato principal (isso é principalmente para eventos em casas de amigos e parentes, quando vc não pode ler o menu de sobremesa antes!)

E vcs?

Soho - Uma delícia de ambiente em Salvador

Não sei se não os anos comendo em lugares fantásticos que me fizeram mais exigente, mas sempre tenho medo de voltar a restaurantes que um dia já estiveram na minha lista de favoritos. O caso mais recente foi o Soho em Salvador. Este foi o meu restaurante favorito durante anos em Salvador, por uma série de motivos: a comida que eu sempre gostei, o ambiente indescritível, as caipivodkas de frutas impecáveis e a badalação de ver todos os meus amigos de Salvador de uma só vez (para os que não sabem sou um baiano expatriado no Rio).

O restaurante fica na Marina Contorno em um dos melhores ambientes que eu já fui na minha vida. Uma casa simples debruçada sobre o mar, com uma varanda que tem uma vista para as lanchas e para o Elevador Lacerda. O chão tem uns pedaços de vidro onde podemos ver o mar bater nas pedras abaixo. A decoração nova é carregada no azul marinho, mas ainda muito bonita. O Soho é conhecido pelas esperas mais longas de Salvador, já chegou a ser de mais de 2 horas, mas sempre regadas a muita morangoroska (caipivodka de morango em baianês)e alguns aperitivos.

Para começar sempre peço um nirá com lulas, ele vem refogado no shoyu e manteiga (tudo fica bom com manteiga, vide a culinária fancesa) ficam ainda levemente crocantes com e as lulas com anéis macios levemente queimados. A mistura da sensação da suavidade da manteiga com a crocância natural é perfeita. Aí sempre passamos para o rolls, o clássico da casa é o Harumaki Hot Roll, uma leve massa de harumaki que envolve salmão e cream cheese (todos os invencionismos no Brasil tem cream cheese, acho que em Philadelfia se como tanto cream chesse), ele vem super crocante e com o cream cheese levente derretido e cremoso que contrasta com o salmão levemente cozido devido a fritura da parte externa. Esse é realmente muito bom.

Sempre pedimos também o Ebitem Especial, um roll de tempura de camarão e cream cheese (olha ele aí gente!) que é outro hit, para quem gosta de novidades. O problema dessa última vez foi o sashimi, seguindo a minha teoria que toda pizzaria para ser boa deve ter uma boa marguerita, todo japonês para ser bom tem que ter um bom sashimi. Dessa vez os cortes estavam um pouco irregulares e o atum estava com gosto de cheiro de peixe de mais, uma pena, pois tenho boas lembranças de lá de outras vezes.

No final das contas foi agradável, mas tenho que admitir que não esperaria mais duas horas para comer lá, talvez ficasse na nova área de espera tomado caipivodkas e comendo nirá. Vale ressaltar que estamos na Bahia, ou seja, o serviço sempre deixa a desejar apesar da boa vontade de todos.

Soho
Av Lafayete Coutinho, 1010
Salvador - BA, 40060-070
Tel - 71 3322-4554

2**
$$$

Wednesday, December 17, 2008

Buddakan - Posh Asia in NYC.

A Ásia definitivamente se consolidou como uma das culinárias mais cools do mundo, não sei se são os temperos diferentes ou o fato que se divide os pratos no centro da mesa, mas sem dúvida é sempre bom mudar os ares. Em NYC não é diferente, vc pode comer inúmeras opções asiáticas, isso sem contar o já tradicional japonês. Nesta semana fui no Buddakan que fica em Chelsea um dos bairros mais descolados de lá.

O restaurante tem uma decoração escura e grandiosa, com uma sala na entrada de espera que fica lotada de pessoas bonitas e ansiosas para a experiência culinária que as espera. Tomei lá um Martini de Ciroc com um outro tipo de Vermuth e um leve toque de laranja, incrivelmente refrescante, sugestão do simpático barman.

Vc pode sentar no memso nadar dessa sala de espera ou no subsolo, as melhores mesas ficam no salão que tem um pé direito duplo, com um escadaria dramática, coisa que só se acha em NYC. Para entrada ficamos com o edamame dumplings, um guioza que é recheado por um creme das sementes de soja japonesas, ao morder a sensação é de uma explosão de um veludo na sua boca.

Pedimos vários pratos um noodles com camarões que estava muito gostoso e um stir fry de frango e legumes saboroso. O destaque fica no entendo para o pato que vem uma panela de louça, deliciosamente crocante por fora e macio e rosado por dentro, com um molho adocicado com amendoins e feijões al dente, que era perfumado e com o contraste da crocancia do amendoim e feijão e o pato foi o grande hit da noite.

O serviço como em todo bom restaurante de NYC foi muito bom e atencioso e mais importante nesse caso, sugestivo. A carta de vinhos e sakes era justa nos seu preços. O único se não foi que esperamos uma meia hora além da nossa reserva para sermos sentados.

Buddakan
75 9th Av. com 15th St.
New York
Tel – 1 -212 – 989- 6699

3***
$$$$

66 Bistrô - Good old classic

O Rio de Janeiro está de fato vivendo um boom gastronômico a quantidade de casas novas e de qualidade que abrem é incrível. Acho que isso é parte do meu contante interesse em escrever aqui no blog, mas tem certas coisas velhas que são clássicas. Em um domingo de tentativas eu acabei no clássico Boteco 66, que mudou de nome para 66 bistrô, mas a decoração continua a mesma, uma casinha pequena e charmosa no Jardim Botânico com um jardim de inverno coberto, com plantas na parede, de fato muito agradável.

O menu é tipicamente de bistrô e não deixa dúvidas, com alguns pratos clássicos e comidas com muito molho e acompanhamentos simples. De entrada pedimos ostras de Santa Catarina, que acho que dadas as chuvas não deviam ser exatamente de lá, mas tudo bem, estavam bem frescas e saborosas, com o gostinho de mar salgadinho, com o suco de limão espremido esta se transforma em um delicioso mergulho.

Para o principal eu fiquei com o peixe crocante, um filé de cherne alto e branco que vem com uma crosta de mini croutons crocante passados em muita manteiga, que eu adoro, mas tenho que admitir acho que estava amanteigado de mais, até para mim. O meu acompanhamento foi um arroz croc croc, que era simplesmente um arroz branco com umas coisinhas crocantes em cima, nada de especial. Meu companheiro pediu um filé com batatas fritas, que eu provei e estava muito melhor que o meu prato, as batatas em especial uma versão das chips quase que transparentes com sálvia frita, deliciosamente amarga e crocante.

Para sobremesa um clássico, creme brule: beirando a perfeição a crosta querimada estava deliciosa, queimadinha com o gosto ocre e o creme era suave como hidrante na pele depois de um dia de sol. O serviço foi ótimo,  sincronizado e atencioso, mas o restaurante estava vazio. A carta de vinhos tinha ótimos exemplares com bons preços.

66 Bitrô (FKA Boteco 66)
Rua Alexadre Ferreira 66
Jardim Botânico – Rio de Janeiro
Tel 21- 2266-0838

2**
$$$

Caranguejo - Frescor em meio do caos

Quando se tem muitas expectativas de um lugar, dificilmente o resultado final é bom. Eu ouvi tanto falar do caranguejo de Copacabana, que não podia mais esperar para conhecer o restaurante e suas delícias de frutos de mar e aperitivos. Um restaurante simples em Copacabana, estilo boteco carioca que eu adoro e com frutos do mar frescos. Parecia a receita perfeita, mas deixou a desejar.

O restaurante fica na movimentada esquina da Xavier da Silveira com Barata Ribeiro, com uma decoração de boteco, simples e mesas de plástico do lado de fora. Os garçons são tipicamente cariocas, mais velhos, meio desatentos em momentos e seus melhores amigos nos próximos. Acima de tudo eficientes em trazer um chopp gelado. O resultado final é a clara sensação de que vc está no Rio de Janeiro.

De entrada fomos de pastel de camarão e siri. O primeiro é sequinho, bem grande, tem um creme saboroso e leve que conta com alguns camarões graúdos e carnudos. O segundo é simplesmente um creme de siri catado, senti um pouco de falta de mais siri, para deixar aquele gosto simples e fresco. Além disso, as empadas são altamente recomendadas, mas essa minha nova fase de dieta não me permitiu ir tão longe.

Para o prato principal eu tenho que admitir que fomos ousados. Resolvemos ir de moqueca de camarão, esperava que os grandes elogios fossem se converter em um achado no Rio de Janeiro, ledo engano. Infelizmente para começar não foi servida uma moqueca, simples assim, e não porque não tinha dendê – está é uma velha briga entre baianos e capixabas, nós chamamos a moqueca capixaba de ensopado, pois não tem dendê – pois simplesmente não era. Os camarões eram grandes e carnudos, frescos estavam em um creme, que mais parecia um pirão que uma moqueca ou ensopado. Não chegava a ser um bobó, pois não tinha a suavidade do aipim. Para acompanhar uma farofa, que também não tinha dendê, de farinha grosseira e um pirão – que tinha a mesma consistência da moqueca – com pedacinhos de peixe do caldo que serviu de base. Achei a comida um pouco sem sal além de tudo. Não posso dizer que estava ruim, simplesmente não era o que eu pedi.

Pedimos de sobremesa doces portugueses que estava fracos, mas acho que vou dar mais uma chance para lá. Os frutos do mar eram muitos frescos e mesmo os camarões da minha “pirãozada” estavam muito gostosos. Acho que vou voltar lá e pedir um prato de grelhados para tirar o que eles tem de melhor, frescor. No final, depois do que comemos não achei caro, mas também não bebemos.

Caranguejo
Rua Barata Ribeiro 771
Copacabana – Rio de Janeiro
Tel – 21 - 
2235-1249

1*
$$

Wednesday, December 10, 2008

Oyster Bar X Metrazur - Disputa na Grand Central Station

Existem algumas poucas dicas unânimes em NYC entre os brasileiros, mas o Oyster Bar da Grand Central Station é um deles. Não sou especialista em ostras e talvez por isso não saiba apreciar tudo que o lugar pode me oferecer, mas não acho que de fato tenha nada de muito especial. Já o Metrazur que fica na bancada leste no saguão principal foi uma grata surpresa.

Vamos começar pelo Oyster Bar, o restaurante fica no subsolo em um ambiente estilo uma senzala reformanda, que tem seu charme. Vc pode optar por sentar em um dos balcões onde pode pedir suas ostras diretamente para o garçon central – me lembrou um pouco os galetos do centro do Rio de Janeiro – ou sentar nas mesas. Optamos por sentar nas mesas, fomos recebidos por um couvert de biscoitos de gergelin e pães com uma manetiga sem gosto e dura de mais.

Em uma ocasião eu pedi um peixe grelhado que vem acompanhado de legumes no vapor. O peixe estava incrivelmente fresco para NYC, mas um pouco sem sal, acho que para americanos só o frescor já é suficiente. Em uma segunda visita optei pelo crab cake que é um dos meus pratos favoritos, vieram 2 bolos enormes, mas o carangueijo estava muito escuro e prensado de mais, ao contrário do clássico onde o interior é quase um empilhamento dos pedaços de carne branca. O sabor estava apenas bom e não me faria voltar por causa disso. Já provei as ostras, mas de fato acho que não entendo o suficiente para opinar, mas estavam frescas.

Já o Metrazur que fica em um dos balcões laterais do salão principal é um ambiente agrabilíssimo, com mesas granes e todo o explendor da Grand Central para ser observado. Fomos recepcioanos por uma cesta de pães mornos, o meu preferido com o integral com nosez e alguma fruta vermelha, que estava delicioso. 

Para principal fiquei com a sopa do dia, de milho com um fundo de polenta, pancetta – bacon italiano – crocante, queijo de cabra e pequenos croutons. A sopa estava incrivelmente cremosa, quando a colher ia até o fundo encontrava a polenta salgadinha, que com um pouco do queijo adicionava o sabor agudo do queijo e um pedacinho da pancetta o toque de gordura perfeito. Uma das melhores sopas que já comi da vida.

Na minha mesa o destaque ficou para a salada de grão de bico e mini polvos gralhados que foi muito elogiada. Quando eu estiver da próxima vez na Grand Central eu com certeza optarei pelo segundo,até porque os preços finais são bem parecidos.

Oyster Bar
Grand Central Station
New York

2**
$$$

Metrazur
Grand Centra Station
New York

3***
$$$

348 - Gostinho porteño em São Paulo

Já falei em outros post e acho que não tenho mais vergonha de achar isso, mesmo sendo bairrista, os argentinos fazem a melhor carne que eu conheço. O melhor churrasco de minha vida foi lá em um subúrbio de Buenos Aires, em uma casa charmosa, sem muita gente, mas com muito carinho. São Paulo, como sempre SP, tem uma série de restaurantes argentinos, acho que o melhor deles é o 348, onde fomos almoçar em um final de semana.

O restaurante fica em uma casa grande, com uma varanda enorme e é completamente aberta nessa pacata rua da Vila Nova Conceição. As mesas são simples e as mesas são de madeira pesada, quase que como os móveis de varanda de uma fazenda. O serviço é feito por jovens, alguns universitários, descolados e rápidos, talvez isso acabe tornando o serviço menos profissional que deveria, tenho a leve impressão que eles se acham melhor que os clientes endinheirados de São Paulo.

De entrada não ficamos com as tradicionais enpanadas – tradicionais pastéis de forno argentinos – que já comi outras vezes e são ótimos, optamos pela capa de costela, que é só a crostinha levemente queimada e crocante, com a maciez da costela.

Mas o que importa no final das contas é a carne, optamos por um Bife Ancho, que estava muito bom, saboroso, macio levemente tostado por fora e macio por dentro. Para acompanhar batatas fritas, que são bem caseiras e muito gostosas, sequinhas e levemente macias e uma bela salada verde. Também não podemos deixar de lembrar o delicioso molho chimichurri que sempre dá um gostinho especial para a carne.

De sobremesa uma deliciosa panqueca de doce de leite argentino escuro, lembrando as boas coisas porteñas.Não é nem de longe a melhor carne que eu já comi na minha vida, mas é muito melhor que a média. No final das contas mata uma boa saudade de Buenos Aires, além de ser um lugar agradável.

348
Rua Miguel Calfat, 348
Vila Nova Conceição – São Paulo
Tel -

3***
$$$

Tuesday, December 09, 2008

Ici Bistrô - Um experiência completamente diferente

Meu último final de semana em São Paulo foi recheado de bons momentos gastronômicos, mas o mais esperado era uma refeição no Ici Bitro, que desde que ganhou o prêmio de melhor bistrô de São Paulo tem estado na minha lista. Estava ansioso também porque iria com um parente do chef essa seria a minha primeira experiência de almoçar como conhecido de um chef de primeira. Explico isso, porque tenho certeza que a minha experiência foi completamente diferente do que teria sido em circunstâncias normais, mas acho que vale compartilhar com vocês que gostam de comida.

O Ici fica em uma charmosa casinha em Higienópolis que era para mim o bairro do Jardim de Nápole, acho que estou mudando de opinião depois desse almoço, lá vc tem a definição de bistrô completa, comida clássica francesa, mesas pequenas e decoração displicentemente pensada. Ficamos em uma mesa redonda, grande que torna a conversa tão mais agradável. Iniciamos com um festival de entradas que o Chef Beni Novak nos mandou. Os pães judaicos que são feitos de massa de batata baroa e cebola estava sensacional aerado e com um leve gosto de cebola, me lembrou um croissant sem o excesso de manteiga.

Comemos uma terrine, clássica e bem feita com torradinhas crocantes. Canapés de steak tartare que estava divino, cremoso e salgadinho, com a crocancia das torradas estavam muito bons. Logo depois chegaram rãs que vinham levemente empanadas, sequinhas, e molhadinhas por dentro, sob uma cama de tomate e manjericão leves, sem dúvidas a melhor que eu já comi.

No prato principal eu optei pelo Magret de pato, com figo assada e um molho de albufera, que eh de manteiga de foie gras, o molho me lembrava uma seda de tão suave e cremoso que era, com um toque de profundidade que apenas o foie gras pode proporcionar.  A receita é antiga, segundo o nosso chef com mais de 100 anos, nunca tinha experimentado e já entrou no meu hall de favoritos.

Para sobremesa eu comi um Pain Perdu, que é um brioche embebido em algo, me lembra uma versão delicada da french toast americana, porém menos molhada. Com uma leve calda de baunilha com uma geléia de frutas vermelhas. Este foi o melhor que já comi, leve e doce, com acidez das frutas estava realmente perfeito.

Os outros convidados também gostaram, mas eles eram todos parentes, hehehe. Mas falando sério se vcs tiverem metada da experiência que eu tive, já vai valer a pena. Não posso esperar outro final de semana, com esse meu amigo em São Paulo para repetir a dose.

Ici Bistro
Rua Pará, 36
Higienópolis – São Paulo
Tel – 11- 3257- 4064

Sem estrelas dado que não foi uma experiência usual! Mas prometo que vale a pena!