Crítico Wannabe

O único lugar onde ser crítico e exigente é uma qualidade.

Wednesday, April 29, 2009

Alfaia - In é ser simples!

Segundo a Alexandra Forbes, uma das blogueiras mais cools que conheço, está “in” coisas menos extravagantes, principalmente as com altíssimo custo benefício. Tempos de crise não são nada fáceis para os perdulários. Juntei isso a dica de um amigo, que sempre respeito, que é obviamente a definição de understatement – há algo mais cool que isso? Descobri um dos melhores restaurantes portugueses: ali no meio de Copacabana.

O Alfaia é um desses clássicos cariocas, onde a decoração é cafona e conta com prateleiras de madeira e vinhos no roda teto. Os garçons são velhos conhecidos dos freqüentadores habitues e usam um terno branco alvo, com uma gravata preta! Há algo mais Rio de Janeiro anos 60 que isso? Os pratos são servidos em baixela de inox e as mesas são forradas com uma toalha branca, meio desgastada por cima de uma colorida.

Para começar pedimos um bolinho de bacalhau, que chegou quentinho e dourado, por dentro muito bacalhau uma textura perfeita. Para comer dentre as muitas opções ficamos com o bacalhau ao murro. Duas lindas postas de bacalhau, levemente douradas, só com aquela crocância por fora. Para acompanhar: batatas ao murro que estava macias e levente puxadas no azeite, pimentões e cebolas grelhados, ambos com poucas áreas queimadinhas só para contrastar os sabores. A cebola era macia e docinha um verdadeiro sonho. Havia um molho de alho e azeite quente, mas não foi o meu favorito, a simplicidade do prato não pedia mais nada a não ser um fio de azeite.

Levamos os nosso vinhos que foram servidos com simpatia pelos garçons. Esses eram muito atenciosos e ágeis, coisa pouco comum aqui no Rio. A dose foi tão boa, que repeti na semana seguinte, pedi o mesmo prato, para ver se era verdade. Ainda bem que sim! Até porque em tempos de crise....

Alfaia
Rua Inhangá ,30 - loja B
Copacabana – Rio de Janeiro
Tel – 21 -2236-1222

3***
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Monday, April 13, 2009

Top 5 coisas que me arrependo de não ter aprendido a gostar antes.

  1. Pêra – Hoje em dia é uma de minhas frutas favoritas, e só dei uma chance a mais ou menos 1 anos atrás.
  2. Carneiro – Não comia quando criança, mas aprendi a gostar quando bem preparado.
  3. Mexilhões – Morria de nojo da textura, hoje em dia, mulles é um de meus pratos favoritos.
  4. Salada, em geral – Passei anos sem gostar de salada, hoje em dia em um dia de calor só penso em comer isso, talvez a mais marcante transformação.
  5. Cerveja – Mesmo morando na Inglaterra eu não bebia cerveja, deixei de beber guiness em Dublin. Hoje em dia adoro, sem contar quantos programas eu perdi, porque não bebia cerveja! 
E vcs? Se arrependem de ter sido frescos e não terem aproveitado algo?

Thursday, April 09, 2009

Le Compotoir du Relais - When the inovation is actually the classic!

The beggining fo all this trend in Bistronomique basically started with Yves Canderborde, when he left Le Relégade, and decided to serve simples, classic, good food for affordable prices and his very charming Le Compotoir de Relais. This little bistro is located in the always charming Saint Germain area, close to the Odeon. The restaurant is a small “aquarium” style with a few tables outside where you can do one of the Parisians favorite sports: People watching. We set outside and it was a tad cold, no worries, they provided us with some blankets to our legs!

The service is quite Parisian, slightly rude but very efficient! The menu was vast and full of classic and a bit edgy choices. I was craving for a real patê de campgane, since I had arrived in Paris and could not resist when I saw that beautiful white porcelain squared bowl full of this Patê. It was a great choice, it was heavy and very deep tasting, with the forestry taste, with a great Italian bread toast! I could not eat it all, cause it was huge, but is great start for a large group to a taste of country France.

For main I had the belly pig, imagine a VERY thick bacon, I know it sounds disgusting, cause of all the fat part, but I promise it is not! The meat part was incredibly tender and moist, with a rich flavor; the fat part was almost creamy and was a interesting mix of textures with the more consistent part. It was lying in a bet of this velvety mashed potatoes, and covered with this tangy sauce, with a heavy dosage of butter! As French as it gets!

Also in the table it was order this galette (a young chicken, sorry!) , that was cooked very simples, baked, and served with potatoes. Nevertheless it had a wonderful light mustard taste a very crispy skin and was so moist that I wondered how that was possible. This is as classic as it gets, but sometimes is that you want from Paris?

Le Compotoir du Relais
Carrefour de l´Ódeon, 5
Paris (m: Ódeon)
Tel: 01 44 27 07 97

3***
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Tuesday, April 07, 2009

Le Timbre – If only that was the average waiter!

As u may had noticed I had been in Paris eating in this nice little bistros that don´t charge u a fortune for wonderful food. If I had to pick the restaurant that best represents this, from my trip, it is Le Timbre. This tine little 24 people restaurant is not located in any of the fancy areas of Paris, it is hidden in a hard to get street, with just a big window that u can see the entire restaurant from outside. Two rows of table, half seat on the couch the other half on little wood chairs, to get to the sofa u must pull your table, actually the waiter will do that.

The service was incredibly nice for Paris, maybe because the waiter was from Manchester and not Parisian, but what stroke me as remarkable was not how nice he was, but the fact that he was the SINGLE person in the restaurant. After a few moments I realized he was the Chef, waiter and host! Absolutely incredible, considering the quality of the food and the service.

We took the full menu, I started with escargot and lentils, with a herb olive oil. The textures were wonderful, the slightly floury part of the lentils with the firm, escargot. The iron flavor of the lentils with the delicate escargots. As my second I opted for the classic, confit de carnard with mashed potatoes, the duck was perfect extremely crispy on the outside and moist in the inside, with the fatty after taste that completes so well the deepness of the duck flavor. The mashed potatoes were rustic and with a touch or garlic were wonderfull complement to the duck.

The deserts were also great. I had a Mil Foglie, a thousand layers  with a vanilla cream that was 3 layers of a wonderfully crispy biscuit with a very delicate cream, nice textures. Also we had a pear cooked in brandy with some honey, the tastes balanced very well. The food was remarkably well executed for a single person restaurant, nothing fancy but very tasty. In the end the check was affordable even cheaper then average touristy places in Paris.

Le Timbre
Rue de Sainte Beuve, 3
Paris 75006
Tel 0145491040

3***
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Monday, April 06, 2009

Aconchego Carioca - Comida de verdade em boteco de respeito

Descobrir boa comida baiana fora da Bahia é um desafio que me persegue como baiano. O Rio de Janeiro é cheio de bons restaurantes e botecos com boa comida, mas neste final de semana eu conheci o Aconchego Carioca, que já vem sendo super badalado aqui pelo Rio, mereceu até visita de Pierre Troigois em sua última visita. O carro chefe de lá é o famoso bolinho de feijoada, uma invenção da chef Katita que é dos deuses, com um recheio de couve quase crocante, e um gosto de feijoada profundo e saboroso.

Também comemos o bolinho de aipim com molho de bobó, em minha opinião, o melhor da casa, dourados por com uma massa bem leve e macia. Com uma provinha do delicioso bobó para ser jogado por cima como molho. O engraçado é que isso não deixa de ser uma releitura de um clássico, ela brinca com a textura natural de um bobó que tem o creme de aipim muito cremoso, quando aqui ele é mais massudo.

Para o prato principal pedimos um Bobó de verdade que veio acompanhado de uma deliciosa farofa de dendê, como só tinha comido na Bahia, bem amarela e crocante. O bobó era aveludado, com a dose certa de dendê para os paladares cariocas. Os camarões graúdos e carnudos cozidos no ponto certo eram a estrela, embebidos no molho leve e cremoso do bobó. Sem dúvida um dos melhores que já comi na minha vida. Além disso, pedimos um escondidinho de carne seca, que vem gratinado com queijo derretido por cima, mas o purê de aipim que normalmente cobre esse prato é mais leve com uma textura mais para um suflê. A carne seca vem em tirinhas, e não desfiada, fica bem saborosa, com aquele gosto de manteiga de garrafa.

O bar/boteco é em uma rua antiga e descuida da tijuca com poucas e disputada mesas. O ambiente é de um típico boteco carioca com mesas pequenas apertadas e com moveis com cara de velhos. A decoração é simples e cheia de referências ao incrível menu de cervejas que deixa qualquer apreciador feliz, tem de tudo por lá das clássicas a as excelentes e caras importadas.  Mas me desculpe a estrela lá com certeza é a comida!

Aconchego Carioca
Rua Barão de Iguatemi ,388
Praça da Bandeira – Rio de Janeiro
Tel - 2273-1035

3***
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Saturday, April 04, 2009

Chocolate - Descobrindo prazeres de infância!

Ola queridos 3 leitores,

 

Primeiro lugar desculpe o sumiço mas a vida tem estado tão corrida que de fato os post foram ficando para depois e o tempo voou. Mas estou de volta, apenas um mês depois ainda sonhando com o que comi em Paris e prometo fazer os posts sobre a viagem!

 

Bjs

T

 

Eu não como chocolate! Eu sei que isso pode parecer uma heresia para alguém que acha que entende de comida, como é possível alguém que teoricamente gosta de comida e comer bem, pode ficar sem comer um petit gauteau ou um brownnie? Acredite em mim, já tentei algumas vezes gostar, mas o resultado é sempre um enjôo que dura por horas, mesmo com os chocolates de alta concentração.

 

It gets worse, sou de uma família baiana, e tradicional produtora de cacau! Será que Freud teria algo a dizer sobre isso? Mas a verdade é que simplesmente não gosto de chocolate e sou sempre o assunto favorito de uma mesa de mulheres, que sonham com ter a mesma doença que a minha. Na verdade, as pessoas tendem a ver isso como uma falha no meu caráter, que juntamente com o fato de eu não gostar de cachorros deve me tornar uma pessoa evil!

 

Mas não gostar de chocolate já me trouxe muitas frustrações! Quando criança eu não podia me deliciar com todos aqueles ovos de páscoa como as minhas irmãs, isso de alguma forma sempre me incomodou. No começo da década de 90, quando eu era criança não existiam sobremesas em Salvador a não ser algo chocolate ou mousse de maracujá, o que me fez acreditar que eu era uma pessoa que só gostava de salgados! Ledo engano, hoje me delicio com qualquer doce, mas esse foi um processo de descoberta longo, e cheio de desvios, principalmente das decorações de chocolate nas minha sobremesas.

 

Mas mesmo tendo me descoberto como um grande apreciador de doces os prazeres da infância que eu tinha perdido ainda me perseguiam. Ontem la estava eu na fila do caixa do supermercado Zona Sul, quando vi um BATOM de doce de leite! Pensei, será que é um chocolate com doce de leite? segundo a embalagem não. Peguei um entreguei para a caixa, e abri logo, ali mesmo no meio daquela confusão do supermercado, estava ansioso! Fui abrindo como sempre tinha visto minhas irmãs abrirem, desenrolando só um pedaço da embalagem, e notei que era clarinho, como uma barrinha de doce de leite! Bingo! Comecei a comer lembrando da cara de minha irmã chocoltotra que levava horas comendo um batom. Por coincidência no meu IPOD, em shufle, estava tocado “The musico of the nigth”, do Fantasma da Ópera, mais uma lembrança da minha infância. Ali no meio daquele caos, me senti com 10 anos, descobrindo o prazer de comer um Batom, anos depois!

 

Que venha a Páscoa! Agora eu já como Batom!!!

Monday, March 02, 2009

Paris - eating in Paris is like dreaming anywhere else!

This past week, without any posts, was of pure inspiration, I went to Paris. For 7 days I lunched, snacked and dinned, doing nothing else then contemplating the French biggest treasury: its culinary. Paris is the ideal setting to enjoy such amazing food, I am sure that after one week of random walks through its streets there is nothing like it! Each corner that u turn there is a wonderful surprise of incredible balance and beauty.

I have been flirting with a trip like this for some time now, one week eating in the restaurants of this new movement in the French culinary world, called: Bistronomique. This same movement seems to be arriving in Brazil very strongly now, very appropriate given our crisis mode. Is there anything more charming then a little restaurant, with a clear signature cuisine, for only €38? Signature cuisine is the French’s specialty since Carême – I read this week the wonderful “Cooking for Kings: The life on Antoin Carême” – and these days you don’t even have to be French to have a Bistrô in Paris, as I learned dinning in the amazing Le Timbre.

Paris is a city where even the poor, dirty student bar serves an incredible cheese platter, and a very decent food, as I discovered in Le Reflect, where else in the world does that happen? I have to say that I did not only found good cheap food, Paris is also a city of luxury, as the incredible macaroons from Ladurée can bring you to bankruptcy or sugar poisoning in the most delightful way possible. 

In a city of dreams it is possible to eat the most incredible soufflé that I have ever tasted, to the point of considering if I have ever had eaten this dish before, the cloudy texture of it made me think that only in Paris u can eat a cloud and still be on firm ground, right there at Le Cigale Recamier. Paris is not perfect after all is full of Parisians, but I have to say that this unsual touristy week of mine brought me a more understanding view of them, it must be hard to share that, especially when u are craving the incredible pear ice-cream at Pozzeto,  at the sizzling Marais, after the best falafel sandwich that you will have ever eaten and the L´as the Falafel.

If you are into more edgy culinary you are also in the right place, why not check it out the Chez L´ami Jean for a light touch of Basque cuisine/technique in a classical dark bistro, the mix is incredible, like it is to find the George Pompidou with its crazy architecture blending so well with the beautiful classical Parisian buildings, with its iron balconies.  Eating in Paris is also sitting in the outside and feeling the cold winter chill on your cheeks, while u appreciate a glass of wine, or eat a fantastic terrine at the Le Comptoir de Relaix.

We all must live in Paris before we die, maybe you don’t have to live there for real, but it is necessary to take time and enjoy the city other them the classical touristy attractions, I cramped 15 fantastic meals in one week, but other than that just walked, drove a Velib enjoying the liberty of free time I had, just like the chef of Le Pre Vérre does with his slightly creative bistro food. You must also walk into a boulangerie, a fromagerie and a charcuterie even though you do not know (like me) half of the cheese and sausages that they are so proud of.

The closest to tourism that I did was to travel to Bretagne eating wonderful crêpes at Le Chalet 8eme and to the almost perfect, and almost impossible to get a table, Breizh Café. In the end in the middle of craziness of Refuges des Foundues and its baby bottles and the peace of the idyllic Ille de Saint Louis I found a city for foodies but also for those in search of beauty. The week was completed with amazing company from the ones that can cook Tarteflet to the ones that can´t eta half of the things I enjoy, but in the end it all comes together with a nice bottle of red wine (maybe many bottles…).

 

Ps: Caros 3 leitores, em homenagem aos amigos que estiveram comigo e que não falam português esses textos serão em Inglês, desculpe!

Thursday, February 19, 2009

Enviado Especial a Portugal - O Lagar

Caros 3 Leitores,

Esse blog está ficando muito chique! Dado que eu já vivo no limite das minhas viagens, eu estou incorporando uma crítica de meu amigo FF, assíduo comentador do blog e companheiro de diversas aventuras gastronômicas. Esta será uma série de dicas (que são sempre imperdíveis, I migth add) de lugares para descobrir um pouco da culinária portuguesa. 

Muito Obrigado FF pela ajuda! 

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Come-se muito bem em Portugal. A máxima é verificada quando entramos num despretensioso restaurante perto de Bombarral. A decoração simples, com diplomas gastronômicos regionais e recortes de jornal pendurados na parede acima dos azulejos faz com que não se distraia do que deve ser a principal estrela de um restaurante.

O local estava vazio por ser um almoço de dia de semana numa zona rural, o que ajudou para a atenção que recebemos. De qualquer maneira a simpatia do atendimento familiar conta muitos pontos a favor

Vamos ao que interessa:

De entrada fomos de pequenas porções do que são consideradas as especialidades da casa. Um queijo curado de massa cremosa local primo do da serra da estrela com a diferença que neste além de leite de ovelhas também é usado de cabras; paio de pata negra; manto branco de pata negra (que nada mais é do que a parte mais rica do defumado); sardinhas com molho a escabeche. Todos deliciosos sendo que o destaque ficou para as sardinhas, que fizeram com que minha companhia não muito chegada a “peixes pequenos” pensasse em repetir.

Escolhemos um vinho branco da Quinta das Cerejeiras que fica ali logo ao lado para acompanhar. Bastante bom. Vale destacar que a carta de vinhos era realmente completa e a escolha de um vinho regional foi simplesmente para compor o almoço. Havia outras excelentes opções.

Antes dos pratos principais ainda fomos oferecidos mexilhões que haviam acabado de chegar de Peniche. Eles eram de um tamanho de fazer corar os moules que estamos acostumados aqui no Brasil. Foram preparados de maneira simples, porém irrepreensível. Refogados com cebola num molho com toque de vinho não ofuscando o ingrediente principal.

De primeiro prato pedimos chocos fritos com açorda de tomates. Chocos até então me eram desconhecidos. São moluscos primos da lula, mas com uma textura um pouco mais densa. Foram muito bem com a açorda apimentada. Até eu que não sou o maior fã de coentro (ou coentros como falam nossos amigos) comi com gosto.

De carne ficamos em dúvida entre a aba de vitela grelhada e os filés de porco preto. Fomos aconselhados a ficar com meia porção de cada. Ambas muito saborosas, mas por melhor que seja a vitela fica difícil de competir com o porco. Ele foi o responsável por apagar de minha cabeça o bacalhau como ícone da culinária portuguesa. Vá a Portugal e coma um porco preto! Fica como uma sugestão de campanha. As carnes vieram com batatas fritas. Sequinhas e crocantes.

Ainda arranjamos espaço para a sobremesa e escolhemos a “delícia do Lagar”, um doce de maçã com suspiros. Curiosamente a sobremesa que leva o nome do local não mereceu maior destaque.

O Lagar
Rua Senhor Jesus do Carvalhal 8
Carvalhal - Portugal


Wednesday, February 18, 2009

Lorenzo - Charme carioca com potencial

O Rio de Janeiro continua lindo, e cada vez mais surgem restaurantes que tentam aproveitar ao máximo essa beleza e esse clima privilegiado. No lugar do falecido Lulu, na entrada na Lopes Quinta, no jardim botânico, fica o Lorenzo, uma mistura de bistrô com uma cantina moderna italiana. A decoração é totalmente relacionada com o primeiro, mesinhas pequenas, uma varanda deliciosa e um terraço no terceiro andar imperdível, de lá pode-se apreciar o Cristo Redentor, de um lugar quase que bucólico.

O menu de lá é bem variado com massas caseiras e alguns pratos típicos de brasseries francesas, já estive lá duas vezes e comi bem em ambas. O couvert é simpático com rabanetes mornos, azeite, grisinis – que poderiam ser mais crocantes – e uma focaccia que poderia ser melhor. De entrada dessa última vez comemos um steak tartare de magret de canard, que estava muito saboroso. Nunca tinha comido esse prato e achei simples e poderoso, como pato deve ser.

Para principal já comi uma pescada amarela com salada verde, em um dia mais ligth, super honesto e da última vez pedi um mulles frites, que estava bom. O molho estava faltando um pouco daquela força do alho, que te faz ter vontade de molhar um pão no caldo, que era talvez excessivamente amanteigado. Além disso, as fritas era apenas, ok, meio moles. Dito isso, os mexilhões eram enormes e fartos, e mesmo sem um molho espetacular o prato estava honesto. Faltou a gentileza do serviço de trazer uma lavanda para lavarmos as mãos depois de comer, além disso, um outro bowl para colocarmos as cascas.

Nunca cheguei as sobremesas, mas o menu me parece bom. O serviço é bom, talvez um pouquinho lento, mas tenho sido tão mal atendido no Rio ultimamente que já considerei esse bom. O ambiente é de fato muito agradável e os preços super aceitáveis, acho que vou voltar lá para ver se acho um prato excepcional.

Lorenzo
Rua Visconde de Carandaí ,2 
Jardim Botânico – Rio de Janeiro
Tel – 21 - 2294-7830

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Tuesday, February 17, 2009

Arturito - Comida marcante em ambiente estranho.

Tem alguns restaurantes que causam polemicas sendo o Arturito um dos que mais causou na blogosfera recente. Em um posto do ótimo Que bicho me mordeu, ele foi considerado confuso entre querer ser fashion week e comida sólida, não por menos a chef os convidou para uma visita a cozinha. Vale a pena ler a polemica por lá. Depois de tanta confusão eu decidi que eu tinha que ir conferir. O restaurante é da chef Argentina Paola, que já passou pelo Dona Júlia (que fui semana passada e adorei) e do Figueira Rubayat.

O restaurante é meio escondido em uma pequena casa, com decoração bem moderna! A iluminação é bem baixa e em seu corredor comprido o resturante parece de fato, uma passarela de desfile. O bar imponente completa a decoração moderna, além disso, um pedaço do restaurante tem um teto retrátil que deve ser agradável em noites estreladas. A decoração de alguma forma é toda muito escura. Logo na entrada pães com jeito de caseiros, uma cremosa manteiga salgadinha e um pratinho de azeite com alecrim e parmegiano ralado. Os pães não eram nada de especial, mas cumpriam bem seu papel.

Depois de sofrer um pouco para achar um vinho com preço justo na carta que me pareceu levemente over priced, partimos para a escolha dos principais. Eu fiquei com o ojo de bifé curado e purê de batatas Robuchon,  a carne era bem diferente do que estamos acostumados, mas não menos saborosa. Com uma crosta bem sequinha, e levemente adocicada devido ao processo de curagem, o miolo é um belíssimo ojo de bife, no ponto certo, rosado e macio. Esse contraste de texturas é realmente muito bom, me lebrou um pouco uma carne do sol muito bem feita. O purê de batatas que vinha em uma panelinha separada era muito macio, mas de consitência firme, mais uma vez aqui com um sabor mais leve, mais creme de leite ou manteiga e menos batata, estava sensacional. Na mesa ainda pedimos um Spagetini de frutos do mar que foi elogiado,além de um fagoto (grão de trigo) cozido como risoto com aboroas grelhadas que estava uma delícia.

Para a sobremesa profiteroles que estavam muito bons, aerados, leves e simples. O serviço era muito atencioso e sugestivo, dando atenção na dose certa durante toda a noite. Imagino que em noites mais movimentadas a experiência possa ser diferente, pois nesta noite estava bem vazio. No final das contas, a conta foi um pouco mais cara que eu imaginava, mas sempre tenho que me lembrar que estamos em São Paulo.

Arturito
R. Arthur de Azevdo, 542
Pinheiros – São Paulo
Tel – 11 – 3063 – 4951

3***
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